A programação do Tabernas do Alentejo - Arte & Ciência  valoriza a ancestral cultura do vinho através dos saberes técnico-científicos, da ARTE e da CIÊNCIA. Pretende-se contribuir para a promoção da região Alentejo em geral

e da sua diversidade vitivinícola em particular, numa perspetiva mais abrangente onde o vinho se cruza com diferentes formas de expressão artística e científica.

O vinho é um excelente pretexto para olhar para as diversas regiões do Alentejo cruzando saberes.

 

1_“A História da Terra num copo de vinho”

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As vinhas centenárias e o saber do viticultor

e enólogo Rui Reguinga fazem um vinho fantástico. Todavia o segredo está nos quartzitos (760 m de altitude, a vinha mais alta de Portugal) e nos xistos de Porto Espada que os romanos tanto pisaram.

 
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Na QUETZAL José Portela sabe a diferença, no vinho, entre barro e xisto; nós vamos contar a história

da Terra que os romanos à cerca de 2000 anos perceberam para escolherem esta terra como produtora de vinhos excelentes.

 
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A equipa Oscar Gato e Luís Gaspar

trabalham a vasta área da Adega sentindo,

cada vez mais, a geodiversidade que depois

da vinha e da adega percebemos no copo. 

 
 

2_TERTÚLIAS "Vinhos com Arte e Ciência”

Sub-regiões vitivinícolas

Portalegre

Borba

Évora

Redondo

Reguengos

Granja-Amareleja

Vidigueira

Moura

CIÊNCIA

Demócrito, vinhos e átomos…

Da geologia… aos solos e… aos vinhos…

Vinhas e Alentejo… 

Vinhos e terroirs…

Vinhos, radioactividade e fraudes…

Da Uva aos Vinhos…

Vinhas e estações do ano… 

Vinhos, drones e computadores… 

uma relação recente?

uma questão de fermentação…

uma questão de astronomia…

uma relação para ficar

ARTE

Música

Artes cénicas 

Cinema

Escultura

Arquitetura

Literatura

Pintura

Fotografia

(teatro, dança,

coreografia)

Local

Convidados

 

3_MAPA TEMÁTICO

Descarregue 

o mapa temático das 8 sub-regiões vitivinícolas do Alentejo

Com este mapa temático poderá aceder

a um conjunto de informações que, embora estejam centradas na temática do vinho

(e.g. tabernas, adegas, vinhas e alguns espaços museológicos), incluirão outro tipo

de informações complementares com ela relacionada, tais como a  geologia / solos que condicionam o tipo de ocupação humana

e a forma como esta interage com o meio envolvente ou a vegetação autóctone

e sua interligação com a cultura da vinha.

Descubra a CIÊNCIA por detrás do nosso vinho!

 

4_QR CODES

Descubra os QRCodes que irão ser afixados nas 8 sub-regiões vitivinícolas do Alentejo. Estes  QRCodes, associados ao logotipo

do projeto, permitirão aos seguidores

do Tabernas do Alentejo - Arte & Ciência  / /turistas terem acesso direto a informação relevante sobre a programação do projecto,  

a partir da comunicação directa com a nossa plataforma digital.

 

5_FILMES

Descarregue os nossos filmes

"Vinhos com Arte e Ciência!"

e descubra como fazer turismo científico

no Alentejo.

 

6_Jornada regional OPP Ciência

Em Maio de 2019

venha a Évora

e participe nesta Jornada!

 

7_Selo Tabernas do Alentejo - Arte & Ciência

Descubra os nossos parceiros!

Beba um excelente copo de vinho nas Tabernas com o nosso selo.

Parta à aventura e descobrirá em todo

o Alentejo os nossos parceiros,

pare e aprecie um vinho sem igual!

Carlos A. Cupeto

Tabernas do Alentejo é vinho, arte e ciência. Neste caso a arte foi o desenho, quase, como na pintura (maturação) das uvas. Assim foi na Quetzal em Vila de Frades no dia 13 de Outubro, onde o vinho além de néctar inspirador também serviu de “tinta”. Vinhas, paisagem, sol, brisa… e o resto aconteceu naturalmente, como magia. O desafio, ritual de desenho com vinho, aconteceu em plena vinha com amplas vistas. Segundo a artista Sílvia Santos Franco uma imersão na qual os participantes, são simultaneamente, o autor e o veículo para a experiência do desenho na sua forma primordial. Na verdade, aconteceu a descoberta de uma expressão individual e coletiva que se revelou na entrega intuitiva e na relação do corpo com os materiais e as superfícies. O dia ajudou e o lugar também. No fim resultou a satisfação de uma manhã muito bem passada onde se fez, com sucesso, o que muitos gostam de apregoar: uma fabulosa experiência inovadora que contribuiu inequivocamente para a valorização dos nossos recursos (vinha e vinho) e dos nossos lugares (Vidigueira). Depois da arte, e do vinho, foi a vez de Rui Dias do Centro de Ciência Viva de Estremoz, docente da Universidade de Évora, lançar a ciência com uma agradável conversa à volta da Grande História na sua escala local/regional. Foi fácil perceber que a diferença entre as rochas do baixo Alentejo e as do alto Alentejo, marcada pela serra de Portel, também se faz sentir no vinho e nas sopas. Até a margem esquerda, Serpa e Moura, representada por dois participantes, reconhece as diferenças com o vizinho baixo Alentejo. Quem diria que a geodiversidade se mete nestas coisas e as ajuda a entender.

Com a participação, desejada e inequívoca, dos atores locais o Tabernas do Alentejo cumpre assim o seu programa. A jovem equipa da Quetzal, pela sua abertura, competência e disponibilidade, contribuiu significativamente para mais este sucesso. Na Quetzal “descobriu-se” um novo e inovador produto de enoturismo.

Sílvia Santos Franco

Quase tão admirada como os participantes a artista confessou: “o vinho foi uma surpresa, poder inclui-lo no Ritual”. E acrescentou, o vinho ajudou a explorar outos sentidos, designadamente no preenchimento dos contornos de carvão. A artista manifestou ainda o agrado pela realização da atividade ao ar livre a que chamou “lugar sagrado da criação”, que convida à entrega e descoberta de cada um, pela forma e pelas manchas que resultam. Por último confessou-nos que regressava a Lisboa “cheia de partilha e comunhão com todos e com o meio”. Uma palavra: “partilha e conexão”. Onde é que já ouvimos isto, será que o vinho e a ciência podem ajudar as artes e os artistas? Muito brevemente ouvimos também a participante Isabel (cientista) que nos confirmou a nossa suspeita quando nos diz que “muitos cientistas olham hoje de maneira séria para as artes e humanidades”. Carlos A. Cupeto

Com a participação, desejada e inequívoca, dos atores locais o Tabernas do Alentejo cumpre assim o seu programa. A jovem equipa da Quetzal, pela sua abertura, competência e disponibilidade, contribuiu significativamente para mais este sucesso. Na Quetzal “descobriu-se” um novo e inovador produto de enoturismo.

Carlos A. Cupeto

Rui Dias

Há quem acredite em acasos e quem não acredite. Independentemente daquilo em que se acredite, a actividade realizada na Adega do Quetzal foi um desses magníficos "acasos". O local escolhido pela artista para a sua actividade e a prova do vinho foi o cimo de um monte. Mas o que ela não sabia é que não era um monte qualquer. Este monte fazia parte da Serra de Portel e, esta não é uma serra qualquer. Ela marca a separação entre o Alto e o Baixo Alentejo. Por isso, enquanto os participantes interagiam com as tintas, os pincéis, a artista ou uns com os outros podiam observar as vinhas que, mais abaixo, se espraiavam da extensa planície que começava nas imediações da vizinha Vidigueira até se perderem de vista na região de Beja que surgia longínqua na linha do horizonte. Algumas vinhas conseguiam mesmo subir os primeiros relevos da Serra de Portel pelo que se percebia bem a escolha do local pela artista; a paisagem era soberba e as vinhas envolviam-nos.

Se a princípio muitos não sabiam as peculiaridades deste local, a conversa com o geólogo Rui Dias da Universidade de Évora e do Centro Ciência Viva de Estremoz permitiu que todos olhássemos a região com outros olhos. Com efeito, tal como foi lembrado, a frase da Anaïs Nin "Não vemos as coisas como são; vemos as coisas como somos", ganhava aqui toda a sua dimensão. E os olhos e as palavras da Geologia iam desvendando uma fantástica história de um passado com alguns milhões de anos, onde uma longínqua África migrava para Norte à velocidade de crescimento das nossas unhas e, das compressões assim geradas, fazia o território da Ibéria subir e descer ao longo de falhas com centenas de quilómetros. Uma destas falhas estava mesmo por baixo dos nossos pés sendo conhecida pelos geólogos como falha da Vidigueira. o "empurrão" da África tem vindo a fazer subir (às tais velocidades próximas do crescimento das nossas unhas) os territórios a Norte em relação aos blocos a Sul… Por isso, o norte passou a ser conhecido como Alto Alentejo e a zona a Sul da Serra de Portel como Baixo Alentejo. E foi mesmo na zona de transição entre estas duas regiões que tínhamos vindo, descobrir / relembrar novos sabores de vinhos e novas formas de ver a Arte… desta vez pelos olhos da Geologia. 

 
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